Filosofia e Existência

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sábado, 29 de março de 2014

Quarto degrau... A primeira armadilha...58 e 59


A primeira armadilha...



A primeira armadilha 
58. O demônio batalha contra os obedientes, por vezes, profanado-os com poluições corporais e endurecer-lhes o coração e algumas vezes para lhes provocar uma inquietude costumeira. Em outros momentos, ele os torna secos, estéreis e lentos na oração, sonolentos e confusos com escuridão espiritual, a fim de afastá-los de sua luta, fazendo-os pensar que nada ganharam por sua obediência, e que apenas retrocederam. Isso para não lhes dar tempo para refletir que muitas vezes a retirada providencial de nossos bens ou bênçãos imaginárias nos leva à mais profunda humildade. 
59. No entanto, alguns têm muitas vezes afastado tal enganador pela paciência, mas enquanto ele ainda está falando, outro anjo se antepõe a nós e após algum tempo procura nos enganar de outra maneira.







terça-feira, 25 de março de 2014

Quarto Degrau... São Menas...48 a 57

Quarto Degrau... São Menas...48 a 57



48 . Aquele cuja vontade e desejo em uma conversa é o de estabelecer a sua própria opinião, ainda que ele diga a verdade, deve reconhecer que ele está com doença demoníaca. E se ele se comporta assim só em conversa com seus iguais, então talvez a repreensão de seus superiores possa curá-lo. Mas se ele age dessa forma mesmo com aqueles que são maiores e mais sábios do que ele, então sua doença é humanamente incurável.
49 . Aquele que não é submisso em discurso, claramente não o será também em ato. Pois quem é infiel no pouco também o será no muito e é intratável. Ele trabalha em vão, não terá os frutos da santa obediência mas da sua própria desgraça .
50 . Se alguém tiver a sua consciência na maior pureza, em matéria de obediência a seu pai espiritual, então aguarda diariamente a morte como se fosse dormir, ou melhor, a vida, e não se espanta , sabendo com certeza que no momento da sua partida, não ele , mas seu diretor, serão chamados a prestar contas.
51 . Se alguém recebe voluntariamente alguma tarefa de seu pai, e ao fazê-lo sofre uma pisada em falso, não deve atribuir a culpa a quem a deu, mas a quem recebeu a arma. Pois ele levou a arma para a batalha contra o inimigo, mas lançou-a contra o seu próprio coração. Mas se ele se forçou por amor do Senhor a aceitar a tarefa, embora ele tenha previamente explicado sua fraqueza para quem deu a arma, tome coragem, pois ainda que tenha caído, não está morto.
52 . Esqueci-me de definir antes a vocês, meus amigos, o pão doce da virtude. Lá presenciei homens obedientes ao Senhor que se sujeitavam a insultos e desonra, por amor a Deus, para que, tendo-se preparado desta forma, pudessem se acostumar a não se acovardar diante de insultos vindo de outros.
53 . Ao resolver fazer sua confissão, a alma é assim impedida de pecar como por um freio. Pois o que não confessamos, o fazemos destemidamente, como caminhantes das trevas.
54 . Quando na ausência do superior imaginamos sua face e pensamos que ele está sempre de pé por nós, e evitar todo encontro, ou palavra, ou comida , ou sono, ou qualquer outra coisa que acreditamos que ele não iria gostar, então realmente aprendemos a verdadeira obediência. Falsa crianças consideram a ausência de seu professor como uma alegria, mas as legítimas consideram uma perda.
55 . Certa vez perguntei a um dos pais mais experientes e pressionei-o a contar-me como a humildade é obtida pela obediência. Ele disse: "O homem obediente que tem discernimento, mesmo que ele ressuscite os mortos e receba o dom das lágrimas e da liberdade de conflito, ainda pensará que é a oração de seu pai espiritual que conseguiu isto, e ele permanecerá alheio e estrangeiro a vãs presunções. Pois, como ele poderia orgulhar-se sobre o que é feito, como ele mesmo admite , com a ajuda de seu pai, e não por seu próprio esforço ?
56 . Mas a prática das virtudes acima é desconhecido para o solitário. Pois seus rigores lhe trazem vaidade e lhe sugerem que suas conquistas são devido ao seu próprio esforço .
57 . Aquele que vive em obediência iludiu duas armadilhas e permanece no futuro um servo obediente a Cristo.

domingo, 23 de março de 2014

Quarto degrau... São Menas... 41 a 47

Continuação do post anterior...

41 . A uma distância de uma milha do grande mosteiro havia um lugar chamado de prisão , privado de todo o conforto. Não havia nem fumo, nem vinho, nem óleo na comida, nem qualquer outra coisa podia ser vista, apenas pão e vegetais leves. Aqui o pastor fazia calar-se, sem permissão para sair, os que caíram no pecado após a entrada na fraternidade, e não todos juntos , mas cada um em uma cela separada e especial, ou , no máximo, em pares. E ele os mantinha lá até que o Senhor lhe desse a garantia da transformação de cada um. Sobre eles, colocava o sub-prior , um grande homem chamado Isaac, que exigia daqueles os quais lhe foi confiado quase a oração incessante . E para evitar o desânimo tinha uma grande quantidade de folhas de palmeira (usadas para fazer cestos). Essa é a vida, tal é a regra , tal é a conduta daqueles que realmente buscam a face do Deus de Jacó ! (Salmo 24, 6)
42 . Admirar o trabalho dos santos é bom; emulá-los ganha a salvação, mas desejar subitamente imitar a sua vida em todos os pontos é irracional e impossível.
43 . Quando formos mordidos pelo remorso, lembremo-nos de nossos pecados, até que o Senhor , vendo a força de nossos esforços (os esforços daqueles que fazem da violência a si mesmos por causa dele) , apague os pecados e transforme a tristeza que está roendo o nosso coração em alegria. Pois está dito: "De acordo com a multidão de minhas tristezas em meu coração, as tuas consolações têm alegrado minha alma". (Salmo 93/94-19) No momento certo , não esqueçamos o que foi dito ao Senhor : "Ó quantos problemas e males me tens mostrado ! No entanto, Tu transforma e revitaliza -me, e mais uma vez Tu me trouxeste do abismo da terra depois que eu caíra" (Salmo 70/71- 20).
44 . Abençoado é aquele que , embora criticado e desacreditado a cada dia, se domina , por amor ao Senhor. Ele vai se juntar ao coro de mártires e corajosamente conversar com os anjos. Bem-aventurado é o monge que se considera a cada hora merecendo toda desonra e descrédito . Bem-aventurado aquele que mortifica a sua vontade até o fim, e deixa o cuidado de si mesmo a seu diretor no Senhor, pois ele será colocado à direita do Crucificado. Aquele que não aceita uma reprovação,  sendo ela justa ou injusta, renuncia à sua própria salvação. Mas aquele que a aceita com esforço, ou mesmo sem esforço, em breve recebe a remissão dos seus pecados.
45 . Mostre a Deus em espírito a sua fé em seu pai espiritual e seu amor sincero por ele. E Deus em caminhos desconhecidos providenciará que ele esteja ligado e disposto a você, como você a ele.
46 . Aquele que expõe todas as cobras mostra que tem verdadeira fé, mas aquele que as esconde vagueará sem rumo.
47 . Um homem conhecerá o seu amor fraterno e sua caridade genuína quando ele perceber que chora pelos pecados de seu irmão, e se alegra com o seu progresso e graças.

sábado, 22 de março de 2014

Quarto degrau... Sobre São Menas...34-40


Quarto degrau... Sobre São Menas...34-40


Sobre São Menas
34 . Como o Senhor não quis me privar da oração de um santo padre no mesmo mosteiro, uma semana antes da minha partida Ele tomou para Si um homem maravilhoso chamado Menas que ocupou o segundo lugar após o superior, e que vivera cinqüenta e nove anos na comunidade cumprindo todo tipo de ofício. No terceiro dia após o adormecer deste homem santo, quando realizara os ritos habituais sobre ele, de repente, todo o lugar onde o santo estava descansando estava cheio de fragrância. Então o grande homem nos permitiu descobrir o caixão em que ele fora colocado, e disso vimos que uma mirra perfumada foi fluindo como duas fontes de seus preciosos pés. Depois que o mestre disse a todos: 'Vide! O suor de seus trabalhos, que fora oferecido como mirra a Deus, foi verdadeiramente aceito'.
Os pais daquele lugar nos contaram muitos triunfos deste santíssimo Menas , e entre outros o seguinte: "Uma vez o superior quis testar a sua divina paciência. À noite Menas veio à cela do abade , e prostrando-se diante do abade, pediu-lhe como de costume para lhe dar instruções. Mas o abade o deixou prostrado no chão até a hora do Ofício, e só então o abençoou, e tendo o repreendido por apreciar a auto- exposição e por ser impaciente, ordenou-lhe que se levantasse . Menas sabia que o homem santo suportaria tudo isso com coragem e, portanto, ele fez esta cena para a edificação de todos." Um discípulo de São Menas confirmou o que nos foi dito sobre seu diretor, e acrescentou: "Eu estava curioso para saber se veio-lhe o sono enquanto ele se prostrou diante do abade. Mas ele me garantiu que enquanto estava deitado no chão, ele recitara de cor todo o Saltério".
35 . Não posso deixar de adornar com esmeralda a coroa deste degrau. Certa vez eu comecei um diálogo silencioso, com alguns dos anciãos mais experientes da comunidade. Com um sorriso em seus rostos e de humor jovial disseram-me de uma forma amigável : "Nós, ó Pai João, sendo materiais, vivendo uma vida material, preferimos empenhar uma guerra de acordo com o tesouro da nossa fraqueza, e considerando que é melhor lutar com os homens, que são, por vezes ferozes e por outras penitente, do que com os demônios que estão continuamente em fúria e em pé de guerra contra nós ! "

36 . Um desses pais sempre memoráveis ​​que tinham grande amor por mim de acordo com Deus e era muito franco, uma vez me disse gentilmente : "Se, sábio homem, você tem dentro de você o poder daquele que disse, eu posso fazer todas as coisas em Cristo que me fortalece, se o Espírito Santo desceu sobre você com o orvalho da pureza, como sobre a Santíssima Virgem , se o poder do Altíssimo e sua paciência está sobre você como uma sombra, e depois o homem ( Cristo, nosso Deus), cingiu o seu lombo com a faixa de obediência, passada a ceia de silêncio, lave os pés dos irmãos em espírito de contrição, ou melhor, enrole-se sob os pés da comunidade em espiritual auto-humilhação. Coloque na porta do seu coração guardas rigorosos e vigilantes. Controle a sua mente errante em seu corpo distraído. Entre as ações e movimentos de seus membros, pratique a quietude mental (hesychia). E, o mais paradoxal de tudo, no meio da comoção tenha a alma imóvel. Refreie sua língua, que se enfurece ao saltar de argumento em argumento. Setenta vezes sete combata contra esta tirana. Fixe a sua mente na sua alma como o madeiro da cruz sendo atingido com uma bigorna e a golpes de martelos, sendo ridicularizado, abusado, caçoado e injustiçado, sem estar esmagado ou quebrado, mas permanecendo bastante calmo e imóvel. Deixe cair sua própria vontade como um manto de vergonha, deixando-a, portanto, despojada de seus fundamentos práticos. Deite-se no peitoral da fé e não a esmague ou a fira pela desconfiança para com o seu instrutor espiritual. Certifique-se com a rédea da temperança o sentido do tato que salta para fora  e sem pudor. Refreei seus olhos, que se desperdiçam olhando de hora em hora para a grandeza física e beleza, através da meditação sobre a morte. Amordace sua mente, superocupada com suas preocupações privadas e impensadamente propensa a criticar e condenar seu irmão, pelos meios práticos de mostrar ao seu vizinho todo o seu amor e simpatia. É por estes meios que todos os homens realmente sabem, meu querido pai, que somos discípulos de Cristo, se , ao mesmo tempo vivendo juntos, temos amor um para o outro". (João 12, 35) "Venha, venha ", disse este bom amigo, "venha e sente-se conosco para beber a água do escárnio a cada hora. Para David, depois de ter experimentado todo prazer debaixo do céu, no final disse com espanto: O que é bem ou o que é belo? Nada além de vivermos todos juntos como irmãos. (Salmo 132, 10). Mas, se ainda não nos tiver sido dado este bem, isto é, a paciência e obediência, então é melhor para nós, ao menos depois de termos descoberto nossa fraqueza, vivermos separados dos atletas e abençoado os combatentes, rezando para que a eles possa ser concedida a paciência." Eu fui cativado pelos bons argumentos desse mais excelente pai e mestre, que disputava comigo de uma maneira evangélica e profética, ou melhor, como um amigo; e sem hesitação eu concordei em dar as honras à abençoada obediência.
37 . E agora, quando eu notei ainda outra proveitosa virtude destes pais abençoados, que vem como que do paraíso, voltarei em seguida para meu próprio bando indigno e desagradável de espinhos. O pastor notara que alguns repetidamente caíam em conversa quando estávamos em oração. A estas pessoas ele estabeleceu por uma semana inteira dentro da Igreja e ordenou-lhes fazer uma prostração a todos que entravam e saíam, e o  mais surpreendente, ele fez isso com o próprio clero, pois eram sacerdotes.
38 . Ao perceber que um dos irmãos ficou durante o canto salmo com o sentimento mais sincero do que muitos outros, e que os seus movimentos e as mudanças em seu semblante faziam parecer que ele estava falando com alguém, especialmente no início dos hinos, pedi-lhe para explicar o que significava esse modo de ser. E sabendo que era para o meu proveito não ocultar a explicação, ele me disse : "Eu tenho o hábito , ó pai João, de recolher os meus pensamentos, minha mente e minha alma  no início e convocando-os, eu choro com eles : ó, vinde, adoremos e prostremo-nos diante  de Cristo, nosso Rei e Deus".
39 . Observei seriamente as atividades do irmão encarregado do refeitório, eu via que ele sempre tinha em seu cinto um pequeno livro, e eu soube que ele escrevia seus pensamentos a cada dia, mostrando tudo ao pastor. E eu vi que não só ele , mas também muito muitos dos irmãos faziam o mesmo. E isso, como eu ouvi , foi por ordem da grande pastor .
40 . Certa vez que um dos irmãos foi expulso por ele por difamar seu próximo para ele e chamando-o de falastrão e fofoqueiro. O homem expulso não deixou os portões do mosteiro por uma semana inteira, implorando perdão e para ser autorizado a entrar . Quando esse amante das almas soube disso , e ouviu que este irmão não tinha nada para comer durante seis dias, disse-lhe : "Se você tem um desejo firme de viver no mosteiro, vou rebaixá-lo para o posto de um penitente." E quando o penitente aceitou de bom grado isso, o pastor ordenou que ele fosse levado para o mosteiro separado, onde estavam aqueles de luto por suas faltas. E isso foi feito. Mas desde que nós mencionamos tal mosteiro , vou agora falar sobre isso brevemente .

sexta-feira, 21 de março de 2014

Quarto degrau...Sobre um outro irmão ... 32 e 33

Quarto degrau...Sobre um outro irmão ... 32 e 33

32. Um irmão que era o ecônomo do mosteiro, confidenciou-me isto: "Quando eu era jovem " , dizia ele, "e estava cuidando de gado, tive certa vez uma séria queda espiritual'. Mas como nunca tive o costume de esconder uma cobra em uma cova no meu coração, peguei-a pelo rabo (pela cauda eu quis dizer, dei cabo da questão) e ao mesmo tempo dirigi-me ao médico . Mas, com um sorriso no rosto, ele me socou levemente a mandíbula, e disse-me: "Vai, criança, e continuar seu trabalho como antes, sem medo do resto." "E aceitando isto com flamejante fé, no decorrer de alguns dias, tive a certeza da minha cura, e continuei meu caminho com alegria e temor".

33 . Todo tipo de criatura, como alguns dizem, têm suas diferenças que os distinguem dos outros. Assim, também, em companhia dos irmãos, havia diferenças tanto no sucesso, quanto na disposição. Quando o seu médico notou que alguns gostavam de se exibir perante as pessoas do mundo que estavam visitando o mosteiro, em seguida, na presença de tais visitantes, sujeitou-os a insultos extremos e lhes deu a tarefa mais humilhante, de modo que eles começavam a bater em retirada , e com a chegada de visitantes seculares conseguiu sua vitória. Em seguida, um espetáculo extraordinário apresentou-se : a vaidade afastando e afugentando as pessoas.

Quarto degrau... Sobre Macedônio: o arquidiácono... 31

Continuação do post anterior...


31 . Eu seria muito injusto com os entusiastas da perfeição , se eu enterrasse no túmulo do silêncio a realização e a recompensa de Macedônio , o primeiro dos diáconos de lá . Este homem, tão consagrado ao Senhor , pouco antes da festa da Sagrada Teofania , na verdade dois dias antes, uma vez pediu ao pastor permissão para ir a Alexandria para determinada necessidade pessoal dele, prometendo voltar da cidade tão rapidamente quanto possível para a festa que se aproximava, preparando-se para ela. Mas o diabo , o inimigo de bem, dificultou o arquidiácono , e embora liberado pelo abade, ele não retornou ao mosteiro para a festa de santo no tempo determinado pelo superior. Ao regressar com um dia de atraso , o pastor o depôs  do posto de diaconato e o colocou na posição dos noviços menores. Mas o bom diácono da paciência e arquidiácono de resistência aceitou a decisão do pai tão calmamente como se outro tivesse sido punido e não ele mesmo. E quando ele tinha passado 40 dias nesse estado , o pastor sábio colocou-o novamente no seu próprio posto. Mas mal tinha passado um dia e o  arquidiácono implorou ao pastor para deixá-lo em sua disciplina e desonra anterior, dizendo: " Eu cometi um pecado imperdoável na cidade. " Mas sabendo que Macedônio lhe dizia uma mentira e que ele procurou a punição apenas por uma questão de humildade, o Santo rendeu-se à boa vontade do asceta . Então, que sinal! Um honrado diácono, mais velho, de cabelos brancos, a passar seus dias como um mero noviço e sinceramente pedindo a todos que orem por ele. 'Pois' , dizia ele, ' eu caí na prostituição de desobediência'. Mas este grande Macedônio em segredo me disse: miserável que eu sou , por que voluntariamente seguira por um caminho tão humilhante da vida. 'Nunca' , assegurou-me, 'me senti aliviado de todos os conflitos e com tal doçura da luz divina , como agora estou. É próprio dos anjos", ele continuou , " não cair , e até mesmo , como alguns dizem , é bastante impossível para eles caírem . É a próprio dos homens cair, e levantar-se nas vezes em que isso pode acontecer . Mas é próprio dos demônios e diabos, apenas , não se levantarem depois de terem caído. "



terça-feira, 18 de março de 2014

Quarto degrau...Sobre o Abba Cyrus... 29 e 30

Quarto degrau...Sobre o Abba Cyrus... 29 e 30

29) Vamos ouvir e admirar a sabedoria de Deus encontrada em vasos de barro. Quando eu estava no mesmo mosteiro, fiquei espantado com a fé e paciência dos noviços, e como eles suportavam repreensões e insultos do superior com fortaleza invencível, e muitas vezes até a expulsão: e suportaram isso não só do superior como daqueles que estavam bem abaixo dele. Para minha edificação espiritual eu questionei o Abba Cyrus que viveu 15 anos no mosteiro. Pois eu vi que quase todos o maltratavam e muito, e aqueles que o serviam o colocavam para fora do refeitório quase todos os dias, porque o irmão era, por natureza, um pouco tagarela. E eu lhe perguntei: "Irmão Abba Cyrus, porque o vejo ser posto para fora do refeitório quase todos os dias e muitas vezes indo para a cama sem jantar?". Ele respondeu: "Acredite em mim, o Pai. Meus pais estão me testando para ver se sou realmente um monge. Eles não me expulsam de verdade. E sabendo do objetivo do grande pastor e deles, eu suporto tudo sem ficar deprimido, e o tenho feito isso por quinze anos. Ao entrar no mosteiro, eles me disseram que aqueles que renunciam ao mundo são testados por trinta anos. E com razão, Padre João, pois sem obstáculo o ouro não é purificado.

30) Este heróico Abba Cyrus viveu ainda mais dois anos desde que cheguei ao mosteiro e depois passou ao Senhor. Pouco antes de sua morte, ele disse aos pais: "Eu sou grato, grato ao Senhor e a vocês. Por ter sido tentado por vocês, ao longo de 17 anos, deixei de ser tentado por demônios". O justo pastor o recompensou devidamente e ordenou que ele fosse enterrado, como um confessor, nos locais santos.